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Ciência e civilização são abordadas em conferência de abertura do Fronteiras 2017

Uma desconstrução de tudo o que tradicionalmente entendemos por ciência, para então reconstruir nossa compreensão de maneira mais ampla e mais próxima de nossa humanidade. Assim poderíamos resumir a conferência de abertura do Fronteiras 2017 na noite desta segunda-feira (15) em Porto Alegre. Contando de maneira simples e instigante duas histórias que ilustram o que é ciência para ele, Carlo Rovelli, primeiro conferencista desta temporada, nos mostrou de que forma a ciência atua como um valor que nos une como civilização.

A abertura da temporada foi muito representativa do tema do Fronteiras do Pensamento 2017: Civilização – a sociedade e seus valores. As grandes descobertas sobre a ciência, como mostrou Rovelli, foram motivadas pela observação de acontecimentos mundanos, e pela curiosidade humana de buscar explicações para eles. Uma das histórias contadas pelo conferencista aponta que, na antiguidade pré-Socrática, o não entendimento do mundo era algo universal. Todos compreendiam o universo com olhos de criança: estamos vivos, há céu acima de nós e terra abaixo de nós. O sol, a lua e as estrelas se movimentam no céu. A partir destas constatações que surgem de uma observação simples, o uso da razão e a curiosidade nos levam a buscar e a produzir conhecimento.

Ainda dá tempo de enviar sua pergunta para o cientista! As questões devem ser encaminhadas para o e-mail digital@fronteiras.com. Uma pergunta será escolhida e respondida por Carlo Rovelli no palco da conferência de São Paulo nesta quarta-feira (17).

A conferência teve saudação musical de Antonio Villeroy, que apresentou à plateia uma canção feita especialmente para o evento. A temática, é claro, foi a Física. Antes e após a fala de Rovelli, o jornalista Tulio Milmann fez a apresentação do conferencista e a mediação das perguntas da plateia.

Em sua passagem por Porto Alegre, o estudioso italiano - pesquisador de uma área tão complexa e até assustadora para muitas pessoas - trouxe muito mais do que lições de Física. Rovelli fez o público entender, através de um raciocínio descomplicado, mas repleto de existencialismo, paixão e sensibilidade, o seu amor pela ciência.