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Dois andares: José Padilha e Beto Brant debatem o cinema no Brasil

No domingo (02), o Brasil perdeu um de seus principais documentaristas de forma trágica, Eduardo Coutinho, morto a facadas em casa. Dentre suas obras estão Santa Marta - duas semanas no morro (1987) e Boca de lixo (1993), visões humanistas e pessoais sobre indivíduos e populações marginalizadas.

Em junho de 2013, Coutinho participou do seleto grupo de brasileiros que integram a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, entidade responsável por realizar a premiação do Oscar. Além de Coutinho, outro cineasta brasileiro convidado foi José Padilha, que aponta o amigo como responsável por criar uma nova linguagem para os documentários.

Os dois diretores foram convidados pela Academia por sua excelência como documentaristas. Como justificativa, foram citados os filmes Cabra marcado para morrer (1984) e As canções (2011), de Coutinho, e Ônibus 174 (2002) e Segredos da tribo (2010), de Padilha, que atualmente está trabalhando no lançamento do reboot de RoboCop. O novo RoboCop, que teve orçamento de US$ 100 milhões e conta com atuações de Samuel L. Jackson, Michael Keaton e Gary Oldman, estreia no Brasil no dia 21 de fevereiro de 2014.

No curta-metragem Dois andares (14min), produzido pelo Fronteiras do Pensamento em parceria com a V2, os cineastas José Padilha e Beto Brant discutem prós e contras da pirataria, a dificuldade de fazer cinema no Brasil, marketing e distribuição das obras, o prejuízo do fim das locadoras, o entretenimento enquanto recepção do espectador e/ou motivação do diretor, como "vender" um filme com apelo social e até o fim do "público" enquanto uma massa de indivíduos que pensa e reage da mesma forma. Assista ao curta Dois andares abaixo: