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Leymah Gbowee: "Temos que continuar tentando mudar o mundo"

Prêmio Nobel da Paz, a ativista Leymah Gbowee organizou o movimento que ajudou a acabar com a Segunda Guerra Civil da Libéria em 2003. Seu trabalho para recuperar crianças usadas como meninos-soldados durante a guerra a fez conhecida no mundo todo. Diretora da Women Peace and Security Network - Africa, Leymah falou na Convenção da Rotary International, no final de junho, reforçando a principal mensagem de sua trajetória de vida: “quando as pessoas se juntam, tudo é possível". Leia abaixo a notícia do Publico.pt:

Leymah Gbowee tem se dedicado, através da fundação que criou e a que preside – Gbowee Peace Foundation Africa – a “concretizar o desejo de muitas meninas africanas de irem à escola". Em Lisboa, quis deixar essa mensagem de que as pessoas, quando se juntam e se envolvem, podem agir melhor. Recordou a vida na aldeia onde cresceu na Libéria e onde a comunidade era como uma grande família. “As crianças eram celebradas por todos e disciplinadas por todos. O problema de uma pessoa era o problema de todos".

Algo que, diz, se foi perdendo. “O nosso mundo está de pernas para o ar. Padecemos de um mal e esse mal é o individualismo", afirmou.

Os jovens crescem com o objetivo de serem ricos, disse. E aprendem isso dos adultos. Jovens e adultos, afinal, comunicam-se como se nunca tirassem os auscultadores dos ouvidos, lamentou.

“Esta atitude individualista levou a muitos problemas no nosso mundo. Se nos envolvermos, como a minha mãe e a minha avó se envolviam nos assuntos da comunidade, o mundo será um lugar melhor. Os valores morais e sociais estão se desintegrando. O tecido comunitário foi destruído. As pessoas não se envolvem mais", acrescentou.

“Mas, enquanto houver crianças que não podem ir à escola, temos de mudar o mundo e, para isso, temos de nos envolver. É o que faço." E é o conselho que deixa: “Sair da sombra, fazer algo pela comunidade, deixar um legado."