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Pergunta Braskem: Luc Ferry e sacralidade do amor

Luc Ferry no 
Fronteiras do Pensamento São Paulo 2011 (foto: Greg Salibian/Fronteiras do Pensamento)
Luc Ferry no Fronteiras do Pensamento São Paulo 2011 (foto: Greg Salibian/Fronteiras do Pensamento)

Luc Ferry está de volta ao Fronteiras do Pensamento. O filósofo francês fala sobre a boa vida, os medos e o amor em Salvador, no dia 16/9. No palco do TCA, após sua conferência, Ferry responderá a Pergunta Braskem, enviada pelos seguidores do Fronteiras nas mídias digitais.

Envie sua pergunta para o e-mail digital@fronteiras.com até a manhã de quarta (16). Selecionaremos uma das questões e divulgaremos a resposta do filósofo na quinta (17).

Contrário às teorias pessimistas sobre o esvaziamento de valores do século XXI, Luc Ferry propõe outro olhar sobre a humanidade. A ausência de um deus ou da razão, como princípio fundador, teria aberto espaço - com a evolução da história da família - para a importância primordial que hoje é dada à busca pelo amor:

"O amor é uma das poucas coisas absolutas, indiscutíveis hoje em dia. E a única coisa capaz de dar sentido à vida é o absoluto. Antigamente, o valor absoluto era uma coisa transcendente, ou seja, superior a nós, como Deus e a eternidade. O valor absoluto caía do céu. Mas, agora, ele está em nós. É o que chamo de 'transcendência na imanência'. É mais ou menos como quando alguém se apaixona: ele descobre a transcendência do outro, mas consciente de que o sentimento foi criado dentro de si. Hoje, a verdade não é mais descoberta sob argumentos autoritários e superiores, mas na sua parte mais íntima – o coração."

Hoje em dia, argumenta Ferry, é o amor que detém um quê de sagrado e é a partir dele que definimos o sentido de nossa vida. Segundo o filósofo, sagrado não é somente o oposto do profano, mas sim um princípio pelo qual daríamos a vida: "muitos homens já sacrificaram suas vidas em guerras em nome de Deus, da nação ou da revolução. Mas, quem morreria hoje em dia, pelo menos no mundo ocidental, por Deus, pela pátria ou pelo comunismo? Quase ninguém. Ainda bem. Entretanto, faríamos tudo pelas pessoas que amamos."

Se daríamos a vida pelo amor, precisamos aprender a viver sem o medo de perdê-lo, porque o amor enquanto eixo reforça um obstáculo atemporal para a humanidade: aceitarmos a morte. "O problema fundamental é alcançar a boa vida e, para isso, é preciso superar os medos, em particular o medo da morte. Sobretudo da morte do ser amado", esclarece o filósofo francês.

Como viver o amor em uma sociedade em que as relações se desfazem tão rapidamente? Como se aventurar superando o medo do fim, da ruptura, da morte? Como este amor modificou as famílias e o modo com que os pais tratam seus filhos? Quais os aspectos positivos e negativos destas transformações? Enfim, como alcançar a boa vida na contemporaneidade?

Temos diversos questionamentos. Agora, falta o seu.
Envie sua pergunta para Luc Ferry para digital@fronteiras.com até a manhã de quarta (16).


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