Voltar para Artigos

Fronteiras do Pensamento: uma década, muitos olhares

As ideias que movem o mundo em um único lugar. Cadastre-se e receba mensalmente o melhor do Fronteiras

Cadastrado com sucesso

10 anos de profundas transformações: mapeamento do genoma, mídias sociais na luta contra governos autoritários, grandes vozes unidas pelo meio ambiente, extremismo se espalhando pela Europa, legalização de uniões homoafetivas, nações promissoras regredindo, países esquecidos avançando.

Ciência, religião, tecnologia, economia: os grandes eixos do mundo ora se mostravam como norte ora se mostravam como fronteira. Há 10 anos, algo mudou no mundo. Não foi uma quinta-feira negra, não foram torres gêmeas sendo destruídas. “Foi o futuro que se perdeu", diagnosticou Edgar Morin em sua conferência no Fronteiras do Pensamento. O sociólogo francês definiu o que então percebíamos: “os próprios motores do progresso são ambivalentes".

A ideia que tínhamos do futuro se liquefez e os caminhos que nos levariam a ele precisavam ser revistos. Por onde começar um debate sobre todas as coisas, lugares e tempos? O que a história poderia nos ensinar? Quais vozes deveriam ser ouvidas? Todas.

Em 2007, a primeira edição do Fronteiras trouxe ao Brasil dezenas de nomes de diferentes áreas e países. Democracia, psicanálise, tecnologia, até Deus entrou em debate com Cristopher Hitchens.

No mundo, víamos a epidemia do Ebola, o ano mais quente da história, o fortalecimento do Estado Islâmico. No palco do Fronteiras, surgiam discussões sobre a necessidade de apoio humanitário, sobre a urgência da sustentabilidade e questionamentos éticos sobre imigrantes. Surgiam debates sobre as fronteiras da ciência, dos direitos humanos e dos direitos de todos os seres vivos. Quanto mais o mundo mudava, mais mentes subiam ao palco e mais vozes precisavam ser ouvidas.

O projeto cresceu conforme o questionamento global. Vieram novas cidades e o mundo digital como um novo palco acessível a todos. Textos, vídeos, entrevistas e livros foram publicados, permitindo a chegada do projeto a todos os espaços e lugares para apresentar os desafios que ainda estavam por vir.

Foram anos de intensa transformação. Anos de culturas devastadas, de reconstruções solidárias, de reconfigurações geopolíticas e econômicas. Como não ouvir os dilemas da África? Da Índia, da Rússia, do Afeganistão, do Paquistão? Como silenciar as mulheres do Islã? Como não apontar os grandes agentes de mudança? Ouvir os ativistas que pararam guerras, que promoveram diálogos, que fugiram de seus países pela luta a favor da liberdade de todos nós?

Foram debates sérios, atestando a diplomacia necessária para gerenciar todas estas vozes. Foram também debates emotivos, atestando as vidas doadas a nobres causas. Foram grandes silêncios da plateia ao reconhecer realidades distantes das suas, foram aplausos de pé por trajetórias motivadoras.

Foram as ideias de Amartya Sen, Richard Sennett e Saskia Sassen, Mario Vargas Llosa, Richard Dawkins. Foi o trabalho de Fernando Savater, Denis Mukwege, Howard Gardner, Asne Seierstad, António Damásio. Foi o ativismo de Ayaan Hirsi Ali, Salman Rushdie, Gro Harlem Brundtland, Leymah Gbowee. Foi a arte de Wim Wenders, Philip Glass, Ferreira Gullar, Richard Serra.

Foram mais de 200 conferências internacionais, realizadas em quatro capitais brasileiras, para mais de 170 mil espectadores.

Para prosseguir nesta trajetória, a temporada 2016, que marca uma década de Fronteiras do Pensamento, divulga sua programação na segunda quinzena de março. O mundo não parou de se transformar e nós não paramos de questionar. Questione-se. Compartilhe esta ideia.


Siga o Fronteiras do Pensamento nas mídias digitais
Facebook | YouTube | Twitter | Instagram | Flickr