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7 Perguntas para Werner Herzog

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Werner Herzog é um dos principais nomes do movimento cinematográfico na Alemanha do pós-guerra. A obra densa e controversa do diretor alemão conta com filmes e documentários como Aguirre, Fitzcarraldo, Nosferatu e O homem-urso. Herzog é  mundialmente reconhecido por retratar o misticismo, o desconhecido e a tragédia no mundo.

Em um tempo em que tudo é fake ou virtual, Herzog é reconhecido por não abrir mão do cinema como registro da experiência humana mais básica. Por isso, Herzog sobe ao palco do ciclo de conferências para refletir sobre os Sentidos da Vida, tema do Fronteiras 2019.

Werner Herzog vem ao Fronteiras do Pensamento nos dias 23/9 (POA) e 25/9 (SP). Garanta sua participação nos próximos eventos. Além de Herzog, o Fronteiras ainda receberá Contardo Calligaris e Luc Ferry.

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"O cinema pode expressar nossos sonhos coletivos mais do que qualquer outra mídia. Este é provavelmente o real significado do cinema."

Em entrevista, Herzog compartilha 7 pensamentos sobre a vida e a arte.

7 Perguntas para Werner Herzog

1 - Você teve alguma experiência cinematográfica que mudou sua vida ou seu caminho como um diretor?

Werner Herzog: na realidade não. Todos esperam que eu diga que vi um grande filme, que diga que este filme ou aquele mudou minha vida, mas não. 

O que de fato mudou minha percepção foi um filme B, Dr. Fu Manchu, onde descobri que uma tomada tinha sido reciclada e nenhum dos meus colegas viu isso. Comecei a olhar de uma forma diferente para o cinema, como era organizado, como era narrado e como era editado. Então, foi ali pelos 13 ou 14 anos de vida, foi Dr. Fu Manchu. Devo muito a ele.

2 - Quais são os quem são as suas influências artísticas?

Werner Herzog: Serão mais do que uma ou duas. [Carlo] Gesualdo, o Príncipe de Venosa. Mas, isso foi no início de 1600. E transformei em um filme, Morte para cinco vozes (1995). Beethoven, certamente. Wagner. Alguns compositores modernos, como Arvo Pärt, estão no meu coração.  

A música tem um papel muito importante na minha vida - não apenas na vida de um cineasta, mas teve muito impacto em mim.

3 - Existem alguns cineastas que influenciaram o seu trabalho?

Werner Herzog: Não, não existem. Tenho sido um solitário e, de alguma forma, desenvolvido minha própria visão, minha própria forma de narrar o cinema. Mas, claro, há cineastas que eu admiro muito: David Wark Griffith, Méliès, Buñuel, Kurosawa. Poderia prosseguir dando nomes de grandes cineastas. Porém, não poderia dizer que algum deles influenciou meu trabalho.

4 - Por que você faz filmes e para quem os faz?

Werner Herzog: A resposta mais fácil é dizer que nunca aprendi nada na vida à exceção de um pouco de cinema. Veio quase que naturalmente para mim. Por exemplo, uma criança pequena que, de repente, quer tocar um instrumento musical... E se torna músico. Não existe muito questionamento. Não sei muito o que dizer, vem naturalmente. De certa forma, o cinema veio assim para mim.

5 - Como cineasta, quais conquistas lhe trouxeram mais satisfação?

Werner Herzog: talvez a coisa estranha é que eu acredito que alguns dos meus escritos sobreviverão e ultrapassarão tudo que fiz no cinema.

Há dois títulos que eu posso mencionar: Of Walking in Ice e Conquest of the Useless.

6 - Houve algum momento em que você soube que queria ser um cineasta?

Werner Herzog: Sim. Ficou muito claro quando eu tinha por volta de 14 anos mas outras coisas também surgiram na época como viajar até. Foi uma fase religiosa muito intensa. Tudo coincidiu. Foi um momento intenso da minha adolescência.

7 - Quais conselhos você daria para um jovem cineasta?

Werner Herzog: Leia, leia, leia, leia, leia, leia, leia. Se você não ler, você nunca será um cineasta.


Lembre-se: Werner Herzog vem ao Fronteiras do Pensamento nos dias 23/9 (POA) e 25/9 (SP). Garanta sua participação nos próximos eventos. Além de Herzog, o Fronteiras ainda receberá Contardo Calligaris e Luc Ferry.

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