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Em entrevista, Valter Hugo Mãe fala sobre sua conferência em Salvador

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Hugo Mãe sobe ao palco do Teatro Castro Alves nesta segunda (05/9)
Hugo Mãe sobe ao palco do Teatro Castro Alves nesta segunda (05/9)

Valter Hugo Mãe foi chamado pelo seu conterrâneo e Nobel de Literatura, José Saramago, de “tsunami literário". Só isso já nos obriga a apreciar com cuidado as obras deste português, que é um dos mais lidos e festejados de sua geração. Mas é claro que, além do elogio de Saramago, a boa fama é fruto de suas narrativas bem contadas.

Em entrevista à rádio CBN Salvador, Valter Hugo Mãe fala sobre sua conferência na capital baiana, que celebrou 10 anos de Fronteiras e foi escrita com exclusividade para o público baiano sobre o tema literatura na busca pela felicidade.

Como surgiu a ideia deste tema? O que fez você pensar nessa relação e trazê-la ao público para debate?
Valter Hugo Mãe:
Vou tentar fazer uma abordagem muito de acordo com o que é meu costume, uma abordagem muito íntima, muito pessoal, em que, de alguma forma, eu vou contar como a literatura se colocou como salvadora em cada momento da minha vida. Por isso, para mim, os livros estiveram sempre presentes como companhias fundamentais, como se fossem gente e, talvez, mais do que isso: como se fossem gente fundamental para produzir o bem-estar, o equilíbrio, essa harmonização com as nossas dores e que é a única maneira possível para a felicidade.

Como está sendo sua expectativa de chegar a Salvador, a primeira capital do Brasil, a Bahia a terra onde o Brasil nasceu, onde os portugueses chegaram primeiro?
Valter Hugo Mãe: Vai ser a minha primeira vez em Salvador, e eu estou muito querendo, eu estou desejando, porque eu creio que é o último lugar incrível do Brasil que me falta conhecer. Talvez, não devesse ser o último, porque, desde que eu vim a primeira vez ao Brasil todo mundo fica falando de Salvador, querendo explicar que Salvador talvez seja o grande reduto da cultura tipicamente brasileira. A identidade puramente brasileira talvez esteja contida em toda sua potência em Salvador.

Então, minha expectativa é enorme, é quase do domínio da fantasia. Sinto que vou chegar perto da terra de Alice. Quero muito ver, quero muito escutar, eu sei que há um som contínuo, uma festa contínua, há música, há toda uma religiosidade ou uma convicção espiritual que é muito mesclada e muito única e eu quero muito ver isso.

Escute a entrevista na íntegra no site da CBN Salvador