Voltar para Entrevistas

Pierre Lévy: "Estamos vivendo uma nova fase da expansão da inteligência coletiva: a fase algorítmica"

As ideias que movem o mundo em um único lugar. Cadastre-se e receba mensalmente o melhor do Fronteiras

Cadastrado com sucesso

“A Inteligência coletiva humana é baseada na linguagem e na tecnologia e temos que agir sobre estes para aumentá-la". É o que diz o filósofo francês Pierre Lévy. 

Se a escrita foi o primeiro passo da inteligência coletiva, fomos dando novos passos conforme meios mais eficientes foram inventados: papel, alfabeto, representação dos números etc.

A internet, contudo, propiciou um verdadeiro salto: “Agora, estamos vivendo uma nova fase da expansão da inteligência coletiva: a fase algorítmica que interliga informações e transforma tudo isso em símbolos" explica Lévy.

Pierre Lévy é mestre em História da Ciência e Ph.D. em Comunicação e Sociologia e Ciências da Informação pela Universidade de Sorbonne. Ele é um dos mais importantes defensores do uso do computador, em especial da internet, para a ampliação e a democratização do conhecimento. 

É professor de Inteligência Coletiva na Universidade de Ottawa. Nas duas últimas décadas, está trabalhando na criação de uma linguagem universal na rede através do Information Economy Meta-Language – IEML. Segundo o projeto, o mundo vive a quarta revolução e chegará a um sistema semântico de metadata universal situado na nuvem, construído colaborativamente e capaz de orientar o futuro da comunicação digital. 

Pierre Lévy estará no Fronteiras do Pensamento Salvador deste ano.

Além da conferência o filósofo francês, o projeto ainda promoverá um debate especial entre a filósofa Djamila Ribeiro e a historiadora Lilia Schwarcz. A série inicia já no dia 06 de agosto, com a conferência do escritor cubano Leonardo Padura. As vagas estão abertas e os lugares são limitados.

>> Clique aqui para garantir sua participação nos 03 eventos com descontos

>> Saiba mais sobre o Fronteiras Salvador 2019


O filósofo explica que a democratização do conhecimento é um processo que já está em pleno vapor. “O melhor exemplo disso é a Wikipédia. Quando você tem acesso a todas essas informações, quando você pode participar de redes sociais que suportam a aprendizagem colaborativa, quando você tem algoritmos ao seu alcance que podem ajudar a fazer muitas coisas isso é democratização do conhecimento", comenta o francês.

Contudo, a comunicação humana não se trata de empilhamento de dados, mas sim de compartilhamento de significados. Este será o novo passo da revolução. Para Lévy, estes dados gerarão ecossistemas das ideias, que serão navegáveis em todas as relações.

Ao abrir os dados, diz ele, poderemos comparar ecossistemas, escolher perspectivas e abordagens, o que vai garantir maior possibilidade de interações e análises. “Nós seremos capazes de analisar e manipular o significado e é aí que reside a essência das ciências humanas", comenta.


(Via Collective Intelligence)