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Ruídos: Daniel Kahneman fala sobre seu novo objeto de estudo, tema de sua próxima obra

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Daniel Kahneman lança nova obra, Ruídos
Daniel Kahneman lança nova obra, Ruídos

10 anos entre um livro e outro. Este será o tempo entre o best-seller Rápido e devagar, de Daniel Kahneman, e sua mais recente obra, a ser lançada em 2021. Esta década foi necessária para cruzar os fatores capazes de influenciar a tomada de decisão humana. Se você gostou de Rápido e devagar, o próximo livro do Nobel de Economia será tão ou ainda mais importante, alerta o própria autor.

O psicólogo israelense, mundialmente reconhecido por seu trabalho sobre como o viés individual [bias] impacta nosso julgamento, deu uma grande volta em suas próprias teorias. Aos 84 anos de idade, ele joga seu olhar para o que ele chama de “ruído”, conceito que compreenderemos em instantes.

Ruído é o título de seu próximo livro, escrito em parceria com Olivier Sibony e com o jurista e professor de Harvard, Cass Sunstein. Passamos muito tempo estudando como o viés altera nosso julgamento, explica Kahneman. Porém, mal começamos a pensar sobre o problema do ruído.

Antes de passarmos à entrevista com o Nobel, vamos entender melhor a diferença entre o viés e o ruído, amplamente explicada em um artigo de Kahneman para a Harvard Business Review. Em termos gerais, o viés tem uma consistência - é um padrão que sempre levará a um condicionamento similar. Já o ruído, surge aleatoriamente e influenciará o indivíduo a determinados resultados, mas não necessariamente sempre iguais (como é o caso do viés).

Kahneman exemplifica: pense na balança do seu banheiro. Aquela que você usa para medir o seu peso. Se a balança sempre aumenta seu peso para mais, ela tem um viés. Se, cada vez que você pisa na balança, ela dá um resultado diferente, ela tem um ruído que danifica sua precisão da mesma forma, mas sem um padrão previsível. 

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Agora, vejamos em termos práticos e reais. Por que devemos nos preocupar com os ruídos?

Bem, profissionais em muitas organizações são indicados arbitrariamente para suas demandas – avaliar o crédito de um indivíduo ou medir a emergência de determinado paciente no pronto-socorro. As organizações esperam alguma consistência nestes profissionais. Os casos devem ser analisados de forma muito imparcial e similar, se não idêntica.

Contudo, seres humanos não são tão confiáveis quando falamos de tomada de decisão, pois os julgamentos são altamente influenciados por fatores como humor no dia, a hora em que comeu a última refeição ou até mesmo o clima. É isso que Daniel Kahneman quer dizer por ruído.

É claro que as empresas estão cientes sobre a diferença no julgamento de seus funcionários. O que Kahneman nos mostrará é que a influência do ruído é muito maior do que estas organizações acreditam ser. Não são poucos os estudos que demonstraram como uma pessoa contradiz sua própria decisão anterior quando apresentada ao problema em momentos diferentes.

Esta falta de consistência, e aqui entra a conhecida interseção entre economia e psicologia de Kahneman, pode gerar perdas substanciais às instituições.

Em recente entrevista ao economista Tyler Cowen, Daniel Kahneman segue suas explicações sobre o poder do ruído e toca em temas de interesse geral, como a busca pela felicidade, a satisfação pessoal e o sofrimento, além de um tema que interessa bastante aos leitores do Fronteiras.com, o uso da inteligência artificial no mercado de trabalho.

Confira abaixo nossa tradução e não deixe de comentar em nossas mídias sociais.



Tyler Cowen: Você já trabalhou com tantos temas. Vamos começar com a felicidade. Se você tem alguma experiência, parece que a sua felicidade ao final da experiência depende do desfecho da situação, do quão bom foi o ápice e do quão ruim foi o pior momento da jornada. Devemos focar em deliberadamente estruturar nossas experiências para que elas nos tragam mais felicidade?

Daniel Kahneman: Bem, se você deseja ter boas memórias, finais felizes são importantes. A questão do quão importante são as boas memórias é relativa à experiência em si. Mas sim, não há dúvidas de que o final é importante. Finais são relevantes principalmente com relação ao esforço para atingir as metas. Ou seja, se você alcança o objetivo ou não afeta a experiência de tentar alcançá-lo. Por isso, o final é tão importante para a memória.

Tyler Cowen: As pessoas estruturam suas férias para alcançar um padrão ou existe algum tipo de mercado do fracasso? Se elas dessem ouvido a você, teriam férias melhores?

Daniel Kahneman: Não sei dizer. Meu palpite é que as pessoas estão conscientes de que elas não querem que estes momentos de pico estejam tão distantes do seu cotidiano. É apenas um palpite.

Tyler Cowen: E por que a duração do sofrimento parece importar tão pouco quando avaliamos experiências de dor?

Daniel Kahneman: Se você estiver me perguntando sobre o valor evolutivo, então, a duração do sofrimento não é tão importante. O que importa é a intensidade da dor, porque a intensidade é uma medida de gravidade da ameaça. A duração é outra coisa. É surpreendente isso, mas a duração é completamente insignificante.

Tyler Cowen: Você tem um artigo sobre felicidade escrito em coautoria com Alan Krueger, que utiliza o que você chama de "método de reconstrução de dia” – como as pessoas têm prazer com experiências diferentes. Uma conclusão deste artigo é como as pessoas gostam de passar tempo com seus amigos. Se é tão prazeroso, por que não fazemos isso com mais frequência?

Daniel Kahneman: De forma geral, não creio que as pessoas maximizem a felicidade desta forma. Essa é uma das razões pelas quais eu abandonei o campo da felicidade, eu estava muito interessado em maximizar as experiências, mas não é isso que as pessoas querem.

O que as pessoas querem, na verdade, é maximizar sua satisfação com elas mesmas e com suas vidas. Isso nos leva a direções completamente diferentes da maximização da felicidade.

Tyler Cowen: Você acha que dizer às pessoas que elas serão felizes de determinada maneira influencia a forma com que elas se comportam ou elas seguirão buscando maximizar a satisfação com suas vidas?

Daniel Kahneman: Não sei. Não tentei isso. Hoje em dia, há muito trabalho sendo feito para tentar fazer as pessoas mais felizes, tentar treinar as pessoas. No Reino Unido, especificamente, existe – não chamaria de uma indústria, mas é algo patrocinado pelo Governo. Meu amigo, Lord Laird, começou um movimento que promove a felicidade. Há muita coisa acontecendo nesse sentido.

Não sei o quão bem-sucedido será, porque é muito difícil conduzir avaliações nestas questões. As pessoas que sabem que estão passando por intervenções não conseguem responder honestamente, mesmo que tentem. Então, a forma de testar se algo está sendo bem-sucedido é perguntar aos amigos das pessoas: elas estão mais felizes? E isso ainda não foi feito.

Tyler Cowen: Por que o desejo de maximizar o sentimento geral sobre a vida se perdeu – você acha que é algo com base nas teorias de Darwin? Por que este seria o equilíbrio? Digo, a felicidade gera algo bom, certo?

Daniel Kahneman: Sim, a felicidade gera algo bom naquele momento. Mas, é naquele momento. Depois, você tem memórias. Isso é muito interessante. As memórias ficam com você e a realidade da vida se vai em um instante. Então, a memória tem um peso desproporcional, porque segue conosco. É a única coisa que conseguimos manter.

Tyler Cowen: Você acha que investimos demais ou de menos nas nossas memórias?

Daniel Kahneman: Certamente, investimos muito, muito nas nossas memórias. Férias, para muitas pessoas, são investimentos na formação e na manutenção das memórias. Há muito investimento. Se é demais ou de menos, provavelmente depende do engajamento das pessoas no consumo destas memórias.

Eu, por exemplo, estou certamente condicionado, mas não consumo tanto minhas memórias. Quase nunca volto a fotografias, ao menos não deliberadamente. Se encontro algo, isso me emociona, mas a ideia de voltar no tempo para reviver férias não é o que faço, então tenho pouca empatia com esta prática.

Tyler Cowen: Muito do seu livro passado foi sobre viés, é claro. E muito do seu próximo livro será sobre ruídos. Se você refletir sobre erros reais na tomada de decisão, como você enxerga o peso do viés e do ruído?

Daniel Kahneman: Primeiro, deixe-me explicar o que quero dizer por ruído. Trata-se apenas de variabilidades aleatórias. O ruído é real dentro dos indivíduos, mas é especialmente verdadeiro entre indivíduos que deveriam trocar de posição dentro de organizações.

Vou lhe contar como começou o experimento que fez surgir meu fascínio pelo ruído. Eu estava trabalhando em uma empresa de seguros e fizemos um experimento padrão. Eles construíram casos, muito rotineiros, casos padrão. Eram casos caros, não estamos falando de seguros para carros. Estamos falando de seguros para empresas contra riscos de fraude.

Então, você tinha especialistas trabalhando nisso. É o que eles fazem. Os casos eram construídos de forma muito realista, eram coisas que você espera de fato encontrar no cotidiano.

Suponhamos que você pega dois especialistas em seguros randomicamente. Você cria um padrão para o valor determinado por eles, você pega a diferença destes valores e divide a diferença pela média.

Por qual porcentagem estas pessoas diferem? Bem, você sequer esperaria que elas diferissem em suas avaliações. Há uma resposta comum, que encontrei quando perguntei às pessoas e aos executivos. É algo como 10% de variação no valor determinado por cada um. É isso que eles esperavam ver de seus funcionários.

Porém, a diferença nos valores foi de 50%. 50%. Isso significa que os especialistas em seguros estavam simplesmente jogando seu tempo fora quando avaliavam o risco. Isso é ruído e você encontrará variabilidade através dos indivíduos, uma variabilidade que não deveria existir.

E você também encontrará uma variabilidade dentro dos indivíduos, dependendo do turno do dia, do clima. Muitas coisas influenciam a forma com que as pessoas julgam: se elas estão com fome ou se já almoçaram afeta a decisão, e coisas do gênero.

Agora, é difícil dizer se há mais ruído ou viés. Porém, uma coisa é certa: o viés foi superestimado à luz do ruído. Virtualmente, toda a literatura e muito debate público se dá em torno do viés. Mas, na realidade, acredito eu, o ruído é extremamente importante e muito prevalente.

Há um fato interessante – de que o ruído e o viés são fontes independentes de erro, então, reduzir qualquer um dos dois melhoraria a acurácia da decisão. E os procedimentos através dos quais você minimiza o viés ou o ruído não são os mesmos. Então, é por isso que estou fascinado ultimamente.

Tyler Cowen: Você acha que a baixa inteligência pode ser um terceiro fator independente de erro? Ou isso é de alguma forma contemplado no ruído ou no viés?

Daniel Kahneman: Não seria necessariamente o mesmo que viés ou ruído. Ter informação inadequada ou apenas não obter informação adequada quando ela está disponível é algo estúpido de se fazer e é muito comum que isso ocorra. Não é exatamente um viés e não é necessariamente... Isso contribuiria mais para o ruído do que para o viés. Quando as pessoas coletam pouca informação ou são persuadidas pela primeira coisa que vem à mente, você tem mais ruído do que viés.

Tyler Cowen: Você vê o conceito da sabedoria das multidões como uma forma de abordar o erro nas empresas? Você pega todos os auditores e, de alguma forma, constrói uma média?

Daniel Kahneman: A sabedoria das multidões funcionará, e pesquisas de opinião funcionarão, quando os erros forem independentes, ou seja, quando todos estiverem inclinados a cometerem o mesmo erro, e isso é um viés.

Ao ter múltiplos indivíduos engajados nisso, eles compartilharão seus vieses e você terá apenas o viés como resposta. O problema será maximizado e todos terão grande confiança em suas opiniões parciais apenas porque os outros concordam. Então, a sabedoria das multidões funciona sob condições muito específicas.

Com respeito aos especialistas, eu esperaria que, se você pegasse 12 especialistas para avaliar o mesmo risco, você eliminaria o ruído. Você seria deixado com o viés, mas eliminaria uma fonte de erro. A questão disso é o custo.

O Google, por exemplo, quando contrata pessoas, tem um mínimo de quatro indivíduos fazendo questionários independentes para cada candidato. Isso reduz o padrão de erro por um fator de pelo menos dois.



Tyler Cowen: Se você é chamado pelo CEO de uma empresa para aconselhá-lo – e acredito que você deva ser chamado por eles às vezes – como reduzir o ruído nas decisões do CEO, quando não existe uma forma simples de gerar uma média? Uma firma não tem uma dúzia de CEOs. Qual é o seu conselho neste caso?

Daniel Kahneman: Existe uma coisa capaz de melhorar o julgamento, que é segurar a intuição. Dar um tempo para a intuição até que os fatos estejam colocados. Olhar as dimensões do problema de forma separada e independente é usar bem a informação disponível.

O problema da intuição é que ela se forma muito rapidamente, então, você precisa ter procedimentos especiais para controlá-la, exceto em casos muito especiais – e Gary Klein e outros demonstraram isso muito bem – quando você tem expertise intuitiva. Isso funciona para atletas, que respondem intuitivamente. Funciona para mestres em xadrez. Funciona para bombeiros, capitães, como Klein demonstrou. Isso é expertise intuitiva.

Não acho que CEOs encontram muitos problemas onde possam aplicar expertise intuitiva. Eles não tiveram a oportunidade de desenvolver esta aptidão, então, é melhor que controlem suas intuições.

Tyler Cowen: E gastem mais tempo em cima de cada decisão.

Daniel Kahneman: Quebrem a decisão. Não se trata tanto de tempo, porque você não quer que as pessoas fiquem paralisadas pela análise. Trata-se de planejar como você tomará determinada decisão e criar estágios, e não agir sem uma certeza intuitiva de que você está fazendo a coisa certa. Apenas segure a decisão até que toda a informação esteja disponível.

Tyler Cowen: Há bastante evidência de que o mundo dos negócios seja excessivamente confiante, mas você acha que estes profissionais são mais confiantes do que deveriam ser?

Daniel Kahneman: Confiança tem muitos lados positivos. Em primeiro lugar, é legal, é agradável ter confiança em si mesmo, especialmente se você é um otimista. O otimismo tem seu valor, muito mais do que a confiança em excesso, que é um tipo de efeito colateral do otimismo.

Mas, exagerar as chances de sucesso é algo útil para as pessoas. Isso as tornará mais atraente para os outros, eles conseguirão mais recursos e assumirão mais riscos. Não é algo necessariamente bom. A utilidade esperada de assumir riscos na economia é provavelmente um tanto quanto negativa. Mas, para a sociedade como um todo ter vários otimistas assumindo riscos, é isso que gera o progresso econômico. É isso que chamo de o motor do capitalismo, este tipo de otimismo.

Tyler Cowen: Há uma colaboração entre o ser humano e a máquina e, ocasionalmente, o ser humano se sobrepõe à máquina. Você sente que seres humanos nestas situações são, em média, confiantes ou otimistas demais?

Daniel Kahneman: Bem, existe um certo critério que você deveria aplicar antes de colocar uma máquina para trabalhar. Você quer validá-la. Mas, uma vez que você tem uma máquina tomando decisões, as condições para avaliar se é uma boa ideia que seres humanos as substituam são bem conhecidas e compreendidas. E não estou falando de você ter um pressentimento de que a máquina está errada – isso não é suficiente.

Vou lhe dar um exemplo de quando é bom que o homem substitua a máquina. Vamos imaginar que você tem um computador que aprove empréstimos e que você é o banqueiro. Você vê que a pessoa que acabou de ter seu empréstimo aprovado foi presa por fraude. Neste caso, você se sobreporá à máquina. Estas são as condições em que vale a pena. Em outros casos, há muitos experimentos demonstrando que, quando o ser humano substitui as fórmulas, de forma geral, eles geram mais danos do que se não tivessem interferido.

Tyler Cowen: Você concorda com analistas, como Martin Ford, que veem um grande número de trabalhos sendo potencialmente automatizados pela inteligência artificial, pela aprendizagem de máquina? Ou sempre precisaremos que seres humanos trabalhem com elas?

Daniel Kahneman: A ideia de que sempre precisaremos de seres humanos é uma ilusão, creio eu. Pegue o xadrez, por exemplo. Kasparov foi vencido há 20 anos e ele prosseguiu por mais uma época dizendo que os times de jogadores com grandes mestres – de programas com grandes mestres seriam mais fortes. Isso foi verdade por um tempo, mas não é mais. Os programas de computador não precisam mais dos grandes mestres.

Veja como aconteceu e é provável que isso ocorra em outros campos. Já está acontecendo na dermatologia. O diagnóstico é melhor quando é gerado por uma máquina do que por um ser humano e eles não precisarão do humano com frequência.

Ou seja, para que um ser humano intervenha, com o direito de intervir, ele corrigirá erros ocasionais. Mas, eles irão com mais frequência, acredito, introduzir erros. Então, se você tem um programa que funciona, deixe-o trabalhar.

Tyler Cowen: Neste momento, na psicologia, em seu próprio trabalho, quais são as questões que mais lhe interessam?

Daniel Kahneman: Como muitos outros, há dois desenvolvimentos empolgantes que qualquer pessoa gostaria de saber. Como o cérebro funciona, saber mais do que sabemos, e entender sobre a inteligência artificial – se, quando e como a I.A se tornará mais parecida com o ser humano naquilo que pode fazer.

Tyler Cowen: E você é otimista sobre isso?

Daniel Kahneman: Eu não sou otimista com virtualmente nada [risos]. Mas, é fato que a inteligência artificial está se desenvolvendo mais rapidamente do que qualquer pessoa previu – não há dúvidas disso. E, se continuar neste ritmo tão veloz, as coisas mudarão relativamente rápido.

Tyler Cowen: Os colaboradores do seu livro sobre ruído – como você descreveria a colaboração? Conte-nos sobre eles.

Daniel Kahneman: Um é Cass Sunstein, um jurista muito conhecido por escrever de três a quatro livros ao ano. Ele escreve com facilidade e eu tenho dificuldades, então, não foi um acidente nos unirmos.

O outro colaborador é um francês brilhantes do qual vocês não ouviram falar. Ele esteve na McKinsey por 25 anos e se tornou diretor da instituição. Daí, ele ficou entediado com o trabalho e foi atrás de um Ph.D. Ele é simplesmente extraordinário. Tenho muita sorte.

Tyler Cowen: Qual será o principal tema do livro?

Daniel Kahneman: Falaremos sobre como o ruído é um problema subestimado e que há algo sobre as duas formas de pensar que proponho em Rápido e devagar, que eu chamo de estatístico versus causal.

O ruído é uma forma claramente estatística de olhar para as coisas e o viés é inerentemente causal – então, a interação de ambos forma o pensamento. Se você quiser reduzir os ruídos, já temos uma boa ideia do que você pode fazer para gerar uma uniformidade maior e superar a vulnerabilidade das pessoas aos mais variados tipos de influência.

(leia a entrevista na íntegra no Medium)

ASSISTA | Veja a entrevista exclusiva que Daniel Kahneman concedeu ao Fronteiras do Pensamento.

O criador da chamada Economia comportamental reflete sobre temas como a felicidade, a ilusão do poder pessoal, religião, racionalidade e como o excesso de confiança pode prejudicar a análise de risco e as tomadas de decisão.