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A arte pode transformar a sociedade? Garanta sua presença na conferência com Ai Weiwei

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Ai Weiwei é o conferencista do Fronteiras do Pensamento na próxima semana. Um dos principais símbolos da liberdade de expressão na contemporaneidade, o artista estará no Fronteiras Porto Alegre na segunda-feira (08). Em São Paulo, na quarta-feira (10). 

A luta de Ai Weiwei é chamar a atenção para as violações dos direitos humanos em escala global.

Ele é mundialmente reconhecido por sua capacidade de reunir as mais diversas mídias e ações em suas obras, que expandem a definição de arte e geram novas formas de mobilização e de engajamento social.

Por seus projetos, apanhou da polícia chinesa, foi mantido em prisão domiciliar, teve seu estúdio destruído por autoridades e sujeitado à vigilância.

Ele é considerado uma ameaça à chamada “harmonia da sociedade” pelo governo de seu país.

Para seus seguidores, porém, a desarmonia que ele gera é nada mais do que a luta pela democracia.

Ai Weiwei estará no Fronteiras na próxima semana

Ai Weiwei vem ao Fronteiras do Pensamento discutir a crise moral pela qual o mundo está passando. O artista chinês traz ao projeto um universo de questionamentos e de tragédias humanitárias, apontando caminhos para a transformação dentro e fora de cada um de nós.

Ai Weiwei sobe ao palco do Fronteiras do Pensamento Porto Alegre na próxima segunda-feira (08). Em São Paulo, ele apresenta as principais lições de seu trabalho na quarta-feira (10).

Garanta sua participação neste evento. Ligue para nossa Central de Relacionamento.
- Porto Alegre: 4020.2050
- São Paulo: (11) 3882.9180 e via Ingresso Rápido

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Ai Weiwei: um artista é capaz de transformar a sociedade?

Nascido em 1957, Ai Weiwei é filho de Ai Qing, poeta chinês que, mesmo apoiando o regime comunista, foi exilado pelo partido e condenado, junto à família, a trabalhar no campo para “reeducar-se” – medida tomada contra muitos intelectuais durante a Revolução.

Tomado pelo desgosto, o pai tentou suicídio várias vezes: “Cresci vendo as pessoas tratando meu pai como um pária durante a Revolução Cultural. Então, sempre me revoltei contra esse tipo de situação”, explica Weiwei, que se tornou um dissidente do governo chinês.

Ao longo de mais de duas décadas, ele tem guiado sua produção por um forte ativismo político. Começou abordando os abusos de poder na China e ampliou em escala global sua reivindicação pelas liberdades de expressão, pelos direitos humanos e pela democracia. Sua fama internacional despertou a ira das autoridades chinesas.

Em 2008, Weiwei fez um documentário investigando a omissão das autoridades na tragédia do terremoto de Sichuan, no qual morreram 70 mil pessoas.

O artista investigava a responsabilidade pelas mortes de estudantes em escolas construídas em condições precárias, o que levou a casos de corrupção no governo chinês. Weiwei recrutou uma imensa rede de cooperação na internet para reunir os nomes dos mortos, resultando na listagem de 5.385 crianças.

Por este trabalho, Ai Weiwei apanhou das autoridades ao ponto que apenas uma cirurgia de emergência pôde salvar sua vida.

Nesta época, a cineasta Alison Klayman estava gravando um documentário sobre a vida do artista, Ai Weiwei: Never Sorry.


O filme, que já era sobre esta história de vida tão repleta de reviravoltas, sofreu uma grande mudança: de um documentário sobre a obra de Weiwei para um documentário sobre o lado mais violento das autoridades chinesas.

Klayman diz que Weiwei incomoda porque é alguém que possui um olho no presente e outro no futuro, com a habilidade de estar atento ao que importa hoje e ao que importará amanhã.

Ela diz que, a partir do incidente, o documentário se voltou a uma grande questão: “um artista é capaz de transformar a sociedade?”

Weiwei já afirmou que seu papel é ser um exemplo do que um indivíduo pode fazer ao semear mudanças no pensamento e abrir as mentes para novas ideias e possibilidades. Esta é, inclusive, sua definição de arte.

Alimentar as sementes dos direitos humanos em um país de 1.3 bilhões de pessoas sugere que sim, o poder de uma pessoa compromissada pode ser mais do que significativo, pode ser revolucionário.

Ai Weiwei sobe ao palco do Fronteiras do Pensamento Porto Alegre na próxima segunda-feira (08). Em São Paulo, ele apresenta as principais lições de seu trabalho na quarta-feira (10).

Garanta sua participação na conferência com Ai Weiwei. Ligue para nossa Central de Relacionamento em Porto Alegre: 4020.2050 e em São Paulo: (11) 3882.9180.

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