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Carl Hart responde à Pergunta Braskem

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Neurocientista e psicólogo americano, Carl Hart, é um dos profissionais mais instigantes na sua área. Sua área de especialização é a neuropsicofarmacologia e seu principal foco de pesquisa está centrado nos efeitos comportamentais e neurofarmacológicos de drogas psicoativas em humanos. E ao longo desta semana, realizou duas conferências, presencialmente, no Fronteiras do Pensamento - Era da Reconexão, uma em Porto Alegre, em 22 de novembro, e em São Paulo, em 24 de novembro. 

A Pergunta Braskem: “Você defende uma outra relação com as drogas há mais de uma década. Como você percebe a recepção das pessoas neste período? Ela tem mudado nos últimos anos?”, foi respondida da seguinte forma, enfatizando a posição tomada por ele como cientista e baseada em evidências. 


Carl Hart é um dos primeiros professores de ciências afro-americanos permanentes na Universidade de Columbia, onde leciona, desde 1998, e conduz suas pesquisas. Seus estudos o levaram a tratar dos possíveis benefícios do uso responsável por adultos, e ele argumenta que o maior dano das drogas decorre de sua ilegalidade. 

De sua trajetória faz parte a publicação de dois livros, “Um preço muito alto: a jornada de um neurocientista que desafia nossa visão sobre as drogas”, misto de memórias e divulgação científica. E, em 2021, no Brasil, “Drogas para adultos”. Seu texto destaca como resolveu não se calar frente à ideologia moralista e punitiva que cerca o tema das drogas.

Em suas conferências na Temporada 2021, Hart enfatiza a definição de liberdade - relacionada à responsabilidade com o direito do outro - e ressalta que, para ele, falar sobre drogas é apenas uma ferramenta para refletir sobre a liberdade em sociedade. Detalha que esta posição passou a defender ao longo da produção de “Drogas para Adultos”, a qual chamou de jornada. A partir do tema da conferência “Utilizando drogas para contemplar a liberdade”, propõe desvendar alguns mitos por trás da discussão sobre o uso e o efeito de substâncias psicotrópicas em adultos saudáveis, apontar caminhos para a mudança e falar sobre a realidade das drogas.