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Envie sua Pergunta Braskem para Mary Robinson

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Mary Robinson é líder internacional na área da sustentabilidade. Formada em Direito, trabalhou extensivamente pelas causas das mulheres e das pessoas marginalizadas. Reconhecida agente de transformação social, foi senadora durante duas décadas e, em 1990, tornou-se a primeira mulher a ser eleita presidente da Irlanda.

A diplomata é criadora da The Mary Robinson Foundation, instituição que promove justiça para pessoas prejudicadas pela mudança climática. Atualmente, é enviada especial das Nações Unidas para Mudanças Climáticas e chanceler da Universidade de Dublin.

Mary Robinson é a próxima conferencista do Fronteiras do Pensamento São Paulo. A ex-presidente da Irlanda sobe ao palco do Teatro Cetip na segunda-feira (25), às 20h30. Após sua conferência, responderá as perguntas do público e a Pergunta Braskem, enviada pelos seguidores do Fronteiras nas mídias sociais. Mande sua pergunta à Mary Robinson para o e-mail digital@fronteiras.com até segunda-feira. Divulgaremos a resposta no dia seguinte, em nossos canais digitais.

Inovação, inspiração e transformação marcam a trajetória de Mary Robinson. Em depoimento para o documentário Humano, ela expõe os valores que a regem e os desafios que busca enfrentar nas diversas áreas em que atua.

Após o vídeo, leia o artigo Mudança climática e migração para a Europa*, escrito por Robinson como base de palestra proferida na London School of Economics, logo após os ataques de novembro de 2015 em Paris. E não esqueça: envie sua Pergunta Braskem para Mary Robinson até segunda-feira.


Mudança climática e migração para a Europa | por Mary Robinson

Como muitos de vocês a esta altura já sabem, é a injustiça dos impactos da mudança climática e o resultante detrimento aos direitos humanos o que me move para trabalhar com justiça climática. Não podemos tolerar um mundo onde as pessoas que já vivem em circunstâncias de vulnerabilidade devido à pobreza, gênero, ou raça, sejam ainda mais prejudicadas pelos impactos da mudança climática – um problema global pelo qual eles possuem pouca responsabilidade.

Vamos pensar a respeito da migração e das mudanças climáticas – duas questões muito tópicas dadas a atual crise migratória na Europa e a iminente convenção de mudança climática em Paris. Ambos os problemas foram afetados de formas que ainda não podemos compreender pelo que ocorreu recentemente em Paris e as suas consequências.

Quando uma crise ocorre, ela provoca uma resposta. Como muitos comentaristas já apontaram, a atual crise migratória é um anúncio de problemas que estão por vir.

Uma população mundial crescente, uma crescente falta de recursos e um aumento nas temperaturas globais vão ampliar os fatores socioeconômicos e políticos que causam a migração. Portanto, é sábio ter uma visão a longo prazo quando tratarmos da crise atual – pois é provável que isso seja o início de uma estratégia a um termo mais longo para administrar a mobilidade humana.

A migração humana é uma jornada de pessoas de um lugar para outro, para ficar temporariamente ou permanentemente em um novo local. Toda a jornada tem uma partida, um início e um fim. Toda jornada tem um motivo, um propósito. E as melhores jornadas são bem planejadas, sem complicações e livres, desde seu início até seu destino final.

As ferramentas fundamentais para garantir que a migração humana seja uma jornada segura são os direitos humanos. Direitos humanos garantem dignidade – e, para ser bem-sucedida, a migração tem que ocorrer com dignidade. Direitos humanos – desde direitos processuais como a participação e o acesso à informação, até direitos materiais, como o direito à alimentação, água e abrigo – são as garantias de que desfrutamos enquanto indivíduos quando nos mudamos voluntariamente ou quando esse é o último recurso.

*Apenas faz fé o texto proferido

Leia o artigo na íntegra no libreto preparatório para a conferência com Mary Robinson. O libreto também inclui breve biografia da convidada, indicação de livros, além de links para entrevistas e vídeos.