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Envie sua pergunta para Marcelo Gleiser

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Considerado um dos “gênios do Brasil” na série especial do TecMundo, o físico Marcelo Gleiser é um ídolo nacional.

Em recente entrevista ao programa Caldeirão, nem mesmo Luciano Huck hesita em tecer incontáveis elogios ao físico.

Não é fácil atingir este status no campo de estudo de Gleiser, mas o premiado escritor consegue unir incontáveis elementos que explicam este sucesso: empatia, capacidade de agregar e congregar, espiritualidade, natureza, filosofia, história e uma ampla compreensão da psicologia humana.

Marcelo Gleiser estará em Salvador na próxima segunda, dia 15 de outubro, para um evento muito especial do Fronteiras Braskem do Pensamento. A conferência com o físico encerra a temporada anual do projeto, que comemora uma década de Fronteiras na Bahia.

Gleiser é o convidado deste grande evento no dia 15/10, no Teatro Castro Alves, e você estará lá.

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Físico teórico, professor, escritor e colunista do jornal Folha de S.Paulo e da National Public Radio (NPR), Gleiser é internacionalmente reconhecido no meio acadêmico.

Sua lista de premiações e honrarias é grande. Ele é membro da Academia Brasileira de Filosofia e da American Physical Society e autor de best-sellers premiados com o Jabuti por duas vezes. Professor na Dartmouth College (EUA), recebeu o prêmio Presidential Faculty Fellows Award, da Casa Branca, por sua dedicação à pesquisa e ao ensino.

Conheça mais sobre o próximo convidado do Fronteiras Braskem do Pensamento em Salvador e envie sua pergunta para o conferencista.

Envie sua pergunta para Marcelo Gleiser

Após sua fala, o físico responderá as questões do público presente. Seguidores do Fronteiras nas mídias sociais também têm a chance de enviar perguntas. Mande suas perguntas para Gleiser através do e-mail digital@fronteiras.com até o dia 15 de outubro.

A questão selecionada será respondida pelo conferencista diretamente do evento. Divulgaremos a resposta para a sua pergunta no dia seguinte, aqui, no Fronteiras.com e em nossas mídias digitais, patrocinadas pela Braskem.

Curta nossa página no Facebook para participar desta discussão:


Como a ciência nos ensina a viver

Marcelo Gleiser não apenas fala sobre física. Ele explica como a ciência pode ter um caráter mágico no cotidiano das pessoas, instigando seus alunos, leitores e espectadores a admirarem a vida com sua devida magnitude.

Como cientista, ele pesquisa a origem das complexas estruturas da natureza para descobrir o sentido do mundo e nosso lugar no grande esquema das coisas.

Em artigo para a NPR, que você confere a tradução exclusiva abaixo, Gleiser deixa isso muito claro – sua habilidade em unir o universo dentro e fora de nós.

Lembre-se: Marcelo Gleiser sobe ao palco do Fronteiras Salvador já na próxima segunda-feira. 
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Saiba mais sobre o evento.

Marcelo Gleiser | A ciência pode nos ensinar alguma coisa sobre como viver?

Tentativa e erro, experimentação, compreender que algumas questões têm respostas complexas ou sequer têm respostas, saber que o fracasso ensina a aceitação de que os erros realmente podem lhe guiar na direção correta, persistência frente às dificuldades.

Estes são alguns dos componentes cotidianos da pesquisa científica, esta sabedoria acumulada que pode nos ajudar em muitos caminhos da vida - desde como enfrentamos os desafios individuais a liderar grandes corporações.

A ciência, enquanto corpo de conhecimento, foi dolorosamente construída através de mais de 400 anos (se você quiser contar a partir de Galileu), não porque havia uma estrada óbvia pela frente, mas exatamente porque ela não existia.

A natureza não nos diz o que fazer, não nos ensina como encontrar padrões de comportamento ou como revelar leis matemáticas escondidas por trás de fenômenos físicos. O que nós descobrimos até agora é devido à nossa própria diligência, perseverança e criatividade.

Quem diria que a mesma força que faz uma maçã cair é responsável pela órbita da lua ao redor da Terra e da Terra ao redor do sol? Quem diria que a eletricidade e o magnetismo são manifestações de um único campo eletromagnético que se propaga através do espaço vazio na velocidade da luz? Quem diria que as espécies evoluíram graças a mutações genéticas somadas a processos de seleção natural? A conquista deste precisou de coragem intelectual, disciplina e tolerância ao erro.

A boa ciência equilibra pesquisa de baixo e de alto risco. Apesar de ser difícil conseguir fundos para pesquisas de alto risco, as agências financiadoras sabem que algumas das ideias mais revolucionárias e criativas também são surpreendentes e inesperadas. A própria palavra pesquisa já nos revela sua história: research (em inglês), pesquisar e pesquisar novamente até que tenhamos resultados que valham a pena.

Mas, o que é um resultado que vale a pena? Para uma empresa isso está relacionado ao valor e às vendas em potencial. Para os cientistas, ao valor e à descoberta que pode levar a um novo conhecimento ou a novas tecnologias.

Geralmente, quanto maior o risco mais vale a pena. O ponto é que, se não assumirmos riscos, nunca saberemos o quão longe poderíamos ter ido. Existe um equilíbrio ardiloso entre ter precaução demais e ser aventureiro demais.

>> Siga o professor Gleiser no YouTube e participe de suas lives

Para encontrar este equilíbrio é preciso experimentação e capacidade de tolerar os erros. Se tivermos pouca experiência em escalada, não subiremos montanhas difíceis. Nosso objetivo será melhorar as nossas capacidades em montanhismo. Então, após termos uma boa base e maestria, iremos em direção ao grande prêmio. Aprendemos a partir dos nossos erros, usamos o fracasso como guia, corremos riscos. Mas, mesmo assim, ainda temos como meta nos preservarmos durante este processo. Como alpinistas, não queremos cair. Como pesquisadores, não queremos investir recursos demais em um projeto que dá pouco retorno por tempo demais.

Em outras palavras, não queremos transformar a nossa persistência em cegueira. Existe um ponto em que precisamos abandonar uma ideia, mesmo que ela seja muito querida para nós. Para ter um projeto bem-sucedido, não podemos ter apego a ele ou sequer paixão. Se as coisas não vão pelo caminho certo, em algum estágio, precisaremos seguir em frente, aproveitando o tempo para dar um passo atrás e medir o nosso progresso, para discutir com nossos pares, para comparar os níveis de progresso ao longo do caminho. Todos estes procedimentos nós usamos na ciência e podem ser adaptados para as mais diferentes empreitadas.

Se as coisas não dão certo, temos que engolir o nosso orgulho e aceitar a derrota. Todos os cientistas sabem que a maior parte das nossas ideias estão equivocadas. Apenas algumas funcionam. Mas, nós seguimos em frente, abertos a críticas e ao peso da evidência.

>> Assista aos diversos vídeos com Marcelo Gleiser aqui no Fronteiras.com

Meu avô costumava dizer que, se você usar um chapéu maior do que a sua cabeça, ele cobrirá os seus olhos. A arrogância é uma forma de cegueira. Na ciência e em todos os lugares, é melhor estar ao lado de Isaac Newton que, mesmo que não fosse um modelo de humildade, escreveu uma frase muito conhecida:

“Não sei como pareço aos olhos do mundo, mas eu mesmo me vejo como apenas um garoto brincando na beira da praia, divertindo-se ao encontrar uma pedrinha mais lisa ou uma concha mais bonita do que de costume, enquanto o grande oceano da verdade se estende totalmente inexplorado diante de mim.”

libreto marcelo gleiser

Marcelo Gleiser estará em Salvador na próxima segunda, dia 15 de outubro, no TCA, para o último evento do Fronteiras Braskem do Pensamento 2018.

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Clique aqui para fazer o download gratuito do PDF do libreto especial sobre Marcelo Gleiser, físico teórico, premiado escritor e professor na Dartmouth College, nos Estados Unidos. O libreto inclui breve biografia, links indicados e informações de destaque sobre o conferencista.