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Envie sua Pergunta para Pierre Lévy

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Se a escrita foi o primeiro passo da inteligência coletiva, fomos dando novos passos neste caminho através de meios mais eficientes: papel, alfabeto, representação dos números etc. A internet, contudo, propiciou um verdadeiro salto: “Agora, estamos vivendo uma nova fase da expansão da inteligência coletiva: a fase algorítmica, que interliga informações e transforma tudo isso em símbolos", explica o filósofo francês Pierre Lévy.

Pierre Lévy é professor de Inteligência Coletiva na Universidade de Ottawa. É mestre em História da Ciência e Ph.D. em Comunicação e Sociologia e Ciências da Informação pela Universidade de Sorbonne. Ele é um dos mais importantes defensores do uso do computador, em especial da internet, para a ampliação e a democratização do conhecimento.

Pierre Lévy sobe ao palco do Fronteiras do Pensamento Salvador na terça-feira (10/09) para debater o futuro da web e, portanto, o futuro da inteligência coletiva.

Envie sua pergunta para o filósofo francês, de qualquer parte do Brasil, até o dia da conferência, através do e-mail digital@fronteiras.com. Lévy responderá a questão selecionada após sua fala. Divulgaremos a resposta no dia seguinte, em nossos canais digitais, patrocinados pela Braskem.

Além da conferência o filósofo francês, o projeto ainda promoverá um debate especial entre a filósofa Djamila Ribeiro e a historiadora Lilia Schwarcz. As vagas estão abertas e os lugares são limitados.

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A primeira coisa que precisamos entender é que a inteligência coletiva já existe, explica Lévy. Não é algo que precise ser construído. "A inteligência coletiva existe ao nível das sociedades animais: existe em todas as sociedades animais, especialmente sociedades de insetos e mamíferos, e é claro que a espécie humana é um maravilhoso exemplo e inteligência coletiva."

Além dos meios de comunicação usados pelos outros animais, os seres humanos ainda usam linguagem, tecnologia, instituições sociais complexas, e assim por diante, que, agrupadas, criam cultura.

Abelhas possuem inteligência coletiva, mas sem essa dimensão cultural. Além disso, seres humanos possuem uma inteligência pessoal reflexiva que aumenta a capacidade da inteligência coletiva global. Isso não se aplica aos outros animais, apenas aos humanos, explica o professor.

Para ele, o objetivo da humanidade, agora, é aumentar a inteligência coletiva humana.

"A principal forma de fazer isso é através da mídia e de sistemas simbólicos. A inteligência coletiva é baseada na linguagem e na tecnologia e podemos agir nesses campos para aumentá-la. O primeiro salto em direção ao aumento da inteligência humana coletiva foi a invenção da escrita. Então, inventamos mídias mais complexas, sutis e eficientes, como o papel, o alfabeto e sistemas posicionais que representam números, usando dez numerais incluindo o zero."

Tudo isso levou a um aumento considerável na inteligência coletiva. Então, surgiram a imprensa e a mídia eletrônica.

"Agora, estamos em um novo estágio do aumento da inteligência humana: o estágio digital ou, como eu chamo, o estágio algorítmico. Nossa nova estrutura técnica nos proporcionou uma ubíqua comunicação, interconexão, informação e – principalmente – autômatos capazes de transformar símbolos. Com esses três elementos temos uma oportunidade extraordinária de aumentar a inteligência humana coletiva", defende o filósofo.

Pierre Lévy também defende que a democratização do conhecimento é um processo que já está em pleno vapor. “O melhor exemplo disso é a Wikipédia. Quando você tem acesso a todas essas informações, quando você pode participar de redes sociais que suportam a aprendizagem colaborativa, quando você tem algoritmos ao seu alcance que podem ajudar a fazer muitas coisas isso é democratização do conhecimento", comenta o francês.

Contudo, a comunicação humana não se trata de empilhamento de dados, mas sim de compartilhamento de significados. Este será o novo passo da revolução. Para Lévy, estes dados gerarão ecossistemas das ideias, que serão navegáveis em todas as relações.

O que o futuro da tecnologia nos reserva? E como tudo isso impactará as relações humanas? Ninguém melhor para responder estas perguntas do que Pierre Lévy.

Envie sua pergunta para o filósofo francês, de qualquer parte do Brasil, até o dia 10 de setembro, através do e-mail digital@fronteiras.com. Lévy responderá a questão selecionada após sua fala. Divulgaremos a resposta no dia seguinte, em nossos canais digitais, patrocinados pela Braskem.

>> Clique aqui para garantir sua participação no evento