Voltar para Notícias

Envie sua pergunta para Roger Scruton

As ideias que movem o mundo em um único lugar. Cadastre-se e receba mensalmente o melhor do Fronteiras

Cadastrado com sucesso

“Através da busca pela beleza nós moldamos o mundo como nosso lar. Ao fazê-lo, ampliamos nossa felicidade e encontramos consolo para nossa dor.”

Um dos mais importantes filósofos da atualidade, Roger Scruton é o conferencista desta semana no Fronteiras do Pensamento 2019.

O intelectual britânico sobe ao palco do projeto em São Paulo NESTA NOITE (03). Garanta sua presença nos próximos eventos, com Scruton, Janna Levin, Werner Herzog, Contardo Calligaris e Luc Ferry.

- Adquira seu pacote de ingressos para São Paulo
- Adquira seu pacote de ingressos para Porto Alegre

Roger Scruton é um pensador extremamente ativo, já havendo, além das suas produções acadêmicas e participações na imprensa, escrito romances, composto óperas e gravado um documentário para a BBC, chamado Por Que a Beleza Importa? Durante a Guerra Fria, empenhou-se pessoalmente no estabelecimento de instituições de ensino em países da Europa Central que então pertenciam à URSS, o que lhe rendeu inúmeros prêmios.

Como um intelectual conservador, dedica-se a analisar os elementos que emergiram no Ocidente nos últimos séculos, e busca, nesse conjunto de ideias e assertivas, os componentes que teriam positivamente contribuído para a consolidação da civilização ocidental:

“O conservadorismo parte de um sentimento compartilhado por todas as pessoas maduras: de que coisas boas podem ser facilmente destruídas, mas não tão facilmente criadas.” 

Conheça mais sobre Scruton abaixo e faça sua pergunta para o filósofo. Envie suas questões para o e-mail digital@fronteiras.com ou comente-as em nossa página do Facebook.

Roger Scruton responderá as questões selecionadas diretamente do projeto nas capitais gaúcha e paulista. Divulgaremos as respostas nos dias posteriores aos eventos, em nossos canais digitais, oferecidos pela Braskem.

Siga o Fronteiras do Pensamento no Facebook e deixe seu comentário



Leia outros conteúdos com Roger Scruton:

- Debate com Jordan Peterson | Apreendendo o transcendente
- Entrevista | O papel da beleza e do amor no sentido de vida
- Artigo | O que é Cultura e por que devemos ensiná-la

O tênue solo do discurso humano | José Francisco Botelho*

Talvez, a mais exemplar metáfora para a filosofia e a literatura de Sir Roger Scruton esteja em algo que enxergamos todas as manhãs ao nos olharmos no espelho; algo que se multiplica anonimamente pelas ruas quando andamos para o trabalho; algo que gratamente reencontramos e contemplamos na presença dos seres amados: o rosto humano.

Nas primeiras páginas de Guia de Filosofia para Pessoas Inteligentes, Scruton nos convida a imaginar uma face que sorri – face genérica e abstrata, porém concretamente humana.

Por que esse rosto sorri?, nos pergunta Scruton; e, se preferimos encarar o sorriso humano como apenas um objeto num mundo de objetos, poderíamos responder: o rosto sorri porque os músculos se mexeram; e os músculos se mexeram porque o cérebro lhes enviou certos impulsos elétricos.

Sob esse ponto de vista, um sorriso não é outra coisa além de um espasmo. Para Scruton, no entanto, essa explicação não torna o sorriso, nem o rosto que sorri, nem o cérebro que controla o rosto, mais claros ou inteligíveis; pelo contrário, ela os rouba de seu aspecto mais crucial: o sentido humano.

Somente aceitando as dimensões de nossa condição, como seres livres que se relacionam com o universo, poderemos compreender aquele sorriso como realmente é: uma expressão de carinho, felicidade, prazer, sarcasmo ou melancolia. Tais coisas só se tornam compreensíveis “no tênue solo do discurso humano”; quando esse solo é erodido e esvaziado, corre-se o risco de que nada volte a crescer ali.

Combater a despersonalização do mundo é um dos labores recorrentes na obra do filósofo de Lincolnshire – labor que o levou tanto a defender as tradições sociais e políticas de sua amada Inglaterra quanto a militar de forma veemente pela preservação do patrimônio arquitetônico, pela humanização das paisagens urbanas e pela conservação ambiental. Este último detalhe talvez cause espécie a quem conhece Scruton apenas como prócer do conservadorismo britânico; mas isso diz menos sobre o autor que sobre nós mesmos – acostumados que estamos a um conservadorismo mais interessado em destruir do que, propriamente, conservar.

Conforme saberá quem percorrer as páginas de livros como A Alma do Mundo e Filosofia Verde, a tarefa de resgatar um sentido humano para o mundo só é possível, na filosofia de Scruton, por meio de um cultivo duplo: do solo espiritual onde vicejam nossas esperanças e temores; e do solo material em que pisamos, berço, lar e cenário da odisseia humana.

*José Francisco Botelho para a Revista Fronteiras do Pensamento | Escritor, tradutor e jornalista, autor dos livros A Árvore que Falava Aramaico e Cavalos de Cronos. Para a Companhia das Letras, traduziu obras de Shakespeare, Chaucer e outros

Garanta sua presença nas próximas conferências do Fronteiras, com Roger Scruton, Janna Levin, Werner Herzog, Contardo Calligaris e Luc Ferry.

- Adquira seu pacote de ingressos para Porto Alegre
- Adquira seu pacote de ingressos para São Paulo