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Karen Armstrong é a convidada desta semana no Fronteiras do Pensamento

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Karen Armstrong é a convidada desta semana noFronteiras do Pensamento. Em Porto Alegre, a escritora britânica abre o ciclo de conferências na segunda-feira (06/05), no Salão de Atos da UFRGS, às 19h30. Em São Paulo, o encontro com Armstrong acontece na quarta-feira (08/05), no Teatro Geo – Complexo Ohtake Cultural, às 20h30.

Considerada uma das mais respeitadas pesquisadoras da história das religiões na atualidade, a trajetória de vida da escritora apresenta marcantes experiências de vida relatadas em alguns de seus livros, com foco na crescente dicotomia entre religião e filosofia, numa tentativa de reconstituir historicamente os fragmentos dispersos dos diversos “nomes" de Deus.

A obra autobiográfica Through the narrow gate a levou para a televisão nos anos 1980 e lhe concedeu reconhecimento internacional. A partir do estudo comparado das religiões, lançou seu olhar para a fé sob uma nova perspectiva em Uma história de Deus, obra reconhecida por seu relato de grande teor cultural e escrita acessível.

Armstrong considera que o próprio ateísmo pode apresentar ideias fundamentalistas e que todas as religiões monoteístas desenvolveram uma forma agressiva de fé contra a cultura secular moderna. Amparada em Kant, afirma que uma religião que declara guerra à razão não poderá ser vitoriosa: esse é o caminho que leva à perda da fé. “Ao tentar transformar-se em ciência, a teologia só conseguiu produzir uma caricatura do discurso racional, porque essas verdades não se prestam à demonstração científica", argumenta, completando: “Existe um 'nacionalismo religioso' parecido na direita cristã nos Estados Unidos e em Israel. Hoje em dia, os muçulmanos de todo o mundo se sentem atacados e, motivados politicamente, agem de forma violenta, alimentando o preconceito ocidental."

Por vezes, seu trabalho é criticado por uma suposta comparação simplista entre crenças, línguas, rituais ou conceitos nas diferentes religiões, “pregando" uma versão própria de espiritualidade universal e transcultural. Mas, mesmo para seus críticos, é inegável que a obra de Karen Armstrong apresenta uma importante contribuição para o reconhecimento de formas mais harmoniosas do convívio entre civilizações. A religião, defende, é uma “disciplina prática" que depende de exercícios espirituais e uma vida de dedicação. Vencedora do TED Prize em 2008, fundou a Charter for Compassion, iniciativa focada em promover a compreensão e a paz.