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Margaret Atwood responde à Pergunta Braskem

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Na noite desta quarta-feira, 27 de outubro, a escritora canadense Margaret Atwood teve sua conferência lançada no Fronteiras do Pensamento - Era da Reconexão na forma de uma entrevista com a atriz, escritora e roteirista Bruna Lombardi. 

No início de sua conferência, a autora de “O Conto da Aia” e de cerca de seis dezenas de livros publicados desde o final dos anos 60, nos brindou com suas ideias sobre a escrita e a literatura. E respondeu à Pergunta Braskem, enviada pelas redes sociais.  

"Dizem que temos lido mais livros de não ficção. O quão importante é ler um bom romance? Quais autores contemporâneos têm atraído a sua atenção?"

Margaret Atwood é uma das escritoras mais prestigiadas e intelectuais mais ouvidas da atualidade. As premiações que recebeu pelos seus trabalhos são uma constante em sua história. 

“O Conto da Aia” recebeu o Prêmio Arthur C. Clarke em 1987 e foi nomeado aos prêmios Nebula e Prometheus, todos de ficção científica. Atwood foi agraciada com o Prêmio Príncipe das Astúrias e indicada várias vezes para o Prêmio Booker, tendo ganhado no ano 2000 com o romance O assassino cego e em 2019 com Os testamentos. Conhecida por seu ativismo político, ambiental e em prol das causas femininas, em seus livros mostra mulheres que triunfam sobre a dor e os obstáculos.

Nos últimos anos, sua influência tem ultrapassado os espaços reservados à arte. Por isso, ao longo da noite, Margaret compartilhou sua visão sobre questões como o porquê o conhecimento pode ser ameaçador sob o ponto de vista de alguns agentes da sociedade ou sobre sua visão de democracia, fazendo provocações como esta: “se não propagarmos cultura, se não ensinarmos as pessoas a pensar, é mais fácil controlá-las?”. 

Outro tema que discorreu com sua interlocutora - comum a ambas - foi sobre as mulheres. Ao ser questionada sobre se se considerava uma mulher forte, Atwood trouxe à tona toda a sua complexidade - a qual tantas vezes nos deparamos em suas obras - nos levando a pensar com profundidade sobre o feminismo na sociedade e seus os desdobramentos. "A ideia de mulher frágil que não consegue fazer nada é ligada à época, é muito ligado à cultura."

E relacionou sua visão sobre o futuro à condição das mulheres, muito mais afetadas pelos efeitos de questões fundamentais: crise climática, como ela se referiu, queimadas, enchentes, seca, escassez de comida. Mas termina sua conferência afirmando sua condição de alguém que se considera uma pessoa otimista.