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Michael Sandel: a diversidade e a democracia

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"A democracia não requer igualdade perfeita, mas requer que as pessoas de diferentes origens e diferentes modos de vida se encontrem, até se choquem, ao longo da vida diária, porque é dessa forma que aprendemos a negociar e a viver com nossas diferenças e é isso que faz com que nos importemos com o bem comum." - Michael Sandel

Michael Sandel, filósofo político norte-americano, foi o segundo conferencista da temporada 2014 do Fronteiras do Pensamento. O professor do curso Justiça, de Harvard, discutiu os problemas gerados por uma sociedade regida excessivamente por valores de mercado e demonstrou como a separação entre as classes, em um mundo em que cada vez mais coisas podem ser compradas, afeta diretamente a democracia.

De acordo com Sandel, nos últimos séculos, as economias de mercado se transformaram em sociedades de mercado. A diferença é que a economia de mercado é uma ferramenta para a organização da atividade produtiva e a sociedade de mercado é um modo de vida onde tudo deve estar à venda. Essa migração é preocupante por potencializar a desigualdade. Quanto mais o dinheiro pode comprar, mais a desigualdade pesa. "Se a única coisa que o dinheiro determina é o acesso a bens de consumo como carros ou viagens de férias, a desigualdade não pesa tanto. Mas, quando o dinheiro determina o acesso a bens básicos da vida, acesso a serviços médicos decentes, a oportunidades educacionais, à segurança (viver em uma área segura em vez de uma violenta), o dinheiro determina intrinsecamente a influência da força política", argumentou no Fronteiras São Paulo.

Assista abaixo, no vídeo inédito e exclusivo gravado no Fronteiras do Pensamento Porto Alegre, o que Michael Sandel tem a dizer sobre diversidade e democracia.

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