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Morre Tom Wolfe, romancista e um dos pais do 'new journalism'

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Tom Wolfe,
Tom Wolfe, "o homem do terno branco", estilo que adotou há mais de três décadas

Tom Wolfe, um dos nomes grandes do chamado New Journalism norte-americano, morreu na segunda-feira num hospital de Manhattan. Wolfe tinha 87 anos e estava hospitalizado com uma infecção. Sua morte foi confirmada pela sua agente, Lynn Nesbit.

Uma das figuras centrais do New Journalism (ou jornalismo literário), Wolfe colhe créditos de ter criado o nome do movimento após a publicação, em 1973, de uma coleção de ensaios com esse título em que aparecia ao lado de nomes como Truman Capote, Joan Didion e Hunter S. Thompson.

O jornalismo literário trata-se de uma abordagem em que o repórter chega a assumir algum protagonismo no relato, colocando-se em cena, como Tom Wolfe fazia com especial tenacidade, e servindo-se de elementos típicos da escrita de ficção para capturar a atenção do leitor e enredá-lo na trama que tecia para ilustrar uma dada realidade.

Tom Wolfe é autor de livros adaptados para o cinema, como The right stuff (1979) e Fogueira das vaidades (1987), e de obras definidoras de uma época, como O teste do ácido do refresco elétrico (1968), ele ficou notório por sua prosa colorida, na qual retratou desde astronautas e hippies a magnatas de Wall Street. Suas reportagens que inovaram a linguagem jornalística foram reunidas no Brasil no livro Radical chique e o novo jornalismo.

Em entrevista ao Fronteiras, Wolfe explica como produz seus textos e confessa que anotações e esboços, além de organizarem o pensamento, são cruciais e economizam muito tempo. Assista abaixo e não deixe de conferir todos os vídeos com Tom Wolfe no fronteiras.com.