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Pergunta Braskem: Camille Paglia e o poder da arte

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Camille Paglia (foto: Peter J. Thompson/National Pos)
Camille Paglia (foto: Peter J. Thompson/National Pos)

Conhecida por desafiar as ideias em voga nos mais diversos campos, a escritora norte-americana Camille Paglia é a próxima conferencista do Fronteiras do Pensamento São Paulo.

Autora de best-sellers que misturam cultura pop, história da arte e sexualidade, a escritora sobe ao palco do Teatro Cetip na quarta-feira (16), às 20h30. Após sua conferência, ela responde a Pergunta Braskem, enviada pelos seguidores do Fronteiras nas mídias.

Envie sua pergunta à Camille Paglia para o e-mail digital@fronteiras.com até a manhã de quarta (16). Selecionaremos uma das questões e divulgaremos a resposta da ensaísta na quinta-feira (17), em nossos canais digitais.

Apesar de possuir uma sólida e elaborada formação clássica, Paglia se interessou pela cultura popular, valorizando o tema da cultura de massas no ambiente acadêmico. Professora de Humanidades e Estudos Midiáticos na Universidade de Artes da Filadélfia desde 1984, seu método acadêmico é erudito, comparativo e descritivo. Seus ensaios, elaborados com uma linguagem forte e direta, alcançam grande repercussão no mundo inteiro.

Sua mais recente obra levou cinco anos para ser escrita. Em Imagens cintilantes - uma viagem através da arte desde o Egito a 'Star Wars' (Apicuri, 2014), Camille percorre a história das artes plásticas a partir de um conjunto de obras indicadas como representativas de movimentos, estilos e contextos sociais. Ela afirma que sua grande dificuldade foi encontrar algo original na arte contemporânea que pudesse ser comparado às obras-primas descritas em seu passeio por séculos de história. Ela afirma, também, que sua preocupação foi a perda da esfera do sensível, do invisível, do metafísico na contemporaneidade. Por fim, Paglia afirma que sua motivação foi a crença de que a arte pode recuperar tudo isso:

“A vida moderna é um mar de imagens. Nossos olhos são inundados por figuras reluzentes e blocos de texto explodindo sobre nós por todos os lados. O cérebro, superestimulado, deve se adaptar rapidamente para conseguir processar esse rodopiante bombardeio de dados desconexos. A cultura no mundo desenvolvido é hoje definida, em ampla medida, pela onipresente mídia de massa e pelos aparelhos eletrônicos servilmente monitorados por seus proprietários. A intensa expansão da comunicação global instantânea pode ter concedido espaço a um grande número de vozes individuais, mas, paradoxalmente, esta mesma individualidade se vê na ameaça de sucumbir.

Como sobreviver nesta era da vertigem? Precisamos reaprender a ver. Em meio à tamanha e neurótica poluição visual, é essencial encontrar o foco, a base da estabilidade, da identidade e da direção na vida. As crianças, sobretudo, merecem ser salvas deste turbilhão de imagens tremeluzentes que as vicia em distrações sedutoras e fazem a realidade social, com seus deveres e preocupações éticas, parecer estúpida e fútil. A única maneira de ensinar o foco é oferecer aos olhos oportunidades de percepção estável – e o melhor caminho para isso é a contemplação da arte."

Como aprender a enxergar o estável em meio à velocidade das informações? Como utilizar a arte para educar os jovens? Para onde caminha a sociedade que vive apenas pelo visível? Onde chegará a humanidade destituída da esfera sensível?

Temos diversos questionamentos. Agora, falta o seu.
Envie sua pergunta à Camille Paglia para digital@fronteiras.com até a manhã de quarta (16).


Acesse o libreto preparatório para a conferência com Camille Paglia e conheça mais sobre o universo da autora de Personas sexuais. Leia uma breve biografia, suas ideias e um trecho de Imagens cintilantes.