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Pergunta Braskem: filósofo francês Pascal Bruckner sobe ao palco do Fronteiras do Pensamento

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"Muito mais importante que a felicidade é a liberdade." - Pascal Bruckner

Pascal Bruckner, filósofo francês, é conhecido por suas críticas ao multiculturalismo, autor de Lua de fel e A euforia perpétua, é o próximo conferencista do Fronteiras do Pensamento (São Paulo, 20/10; Porto Alegre, 22/10).

Envie sua pergunta para Pascal Bruckner de qualquer lugar do Brasil por meio do e-mail digital@fronteiras.com até segunda-feira (20) às 11h. Na iniciativa Pergunta Braskem, uma questão será selecionada e feita ao convidado no palco do Fronteiras São Paulo (20/10). A resposta será divulgada na terça-feira (21), nos canais digitais do Fronteiras do Pensamento. A Braskem patrocina os conteúdos exclusivos dos canais digitais do Fronteiras. Acompanhe as novidades: Facebook | YouTube | YouTube | Google Plus | Flickr

Bruckner é um dos principais pensadores dentre os chamados "Novos Filósofos", grupo de intelectuais franceses que se definem pela oposição ao totalitarismo e rompimento com o pensamento marxista no início dos anos 1970. Doutor em Letras pela Universidade Paris VII, foi orientado por Julia Kristeva, defendendo em 1975 sua tese sobre a emancipação sexual. Posteriormente, lecionou no Instituto de Estudos Políticos de Paris e nas Universidades de San Diego e Nova York, colaborando, também, com a revista Nouvel Observateur.

Ativo apoiador das causas da Croácia, Bósnia e Kosovo em oposição à Sérvia, foi favorável aos bombardeios da OTAN no país em 1999 e, também, à derrubada de Saddam Hussein pelas forças norte-americanas, tecendo críticas, entretanto, ao uso da tortura em Abu Ghraib e Guantánamo.

Autor de diversos livros de ficção e não ficção, seu romance Lua de fel foi filmado pelo diretor polonês Roman Polanski. Em sua mais recente publicação no Brasil, Fracassou o casamento por amor?, faz uma análise filosófica das questões que envolvem o matrimônio por amor e, também, as angústias da separação. Em The Fanaticism of the Apocalypse, ainda não publicado no País, aborda a imposição moral do ser humano para salvar o planeta que, segundo o autor, eleva a legítima preocupação com o meio ambiente para uma cultura do medo. Irônico, discute também sobre a obrigação da felicidade em nossa sociedade atual em seu livro A euforia perpétua. Foi agraciado com os prêmios Médicis de Ensaio, Renaudot e Montaigne.

Pascal Bruckner é um reconhecido crítico do multiculturalismo. Apoia o direito à especificidade das minorias étnicas, religiosas e culturais, defendendo a sua assimilação respeitosa pela comunidade que os recebe, retomando todo um debate que reacende o Iluminismo. Saiu em defesa da escritora de origem somali e então deputada no Parlamento holandês Ayaan Hirsi Ali, condenando, neste debate, a visão do historiador Timothy Garton Ash e do escritor Ian Buruma a respeito do assassinato do diretor e produtor de cinema Theo Van Gogh, que dirigiu Submission, filme com severas críticas ao Islã e de autoria de Ayaan.