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Joseph Stiglitz: o preço da desigualdade

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Joseph Stiglitz (foto: Youphil/Daniel Baud)
Joseph Stiglitz (foto: Youphil/Daniel Baud)

"A história que nos contaram é que a desigualdade era boa para nossa economia. Eu estou contando uma história diferente, que esse nível de desigualdade é ruim para nossa economia."

Economista norte-americano, Joseph Stiglitz é o último conferencista da edição 2015 do Fronteiras do Pensamento São Paulo. Um dos criadores da teoria dos mercados com informações assimétricas, trabalho que pelo qual foi laureado com o Prêmio Nobel de Economia, Stiglitz sobe ao palco do Teatro Cetip na próxima quarta-feira (04/11).

Envie sua Pergunta Braskem para Joseph Stiglitz até a manhã de quarta-feira (04) através do e-mail digital@fronteiras.com. A pergunta selecionada será respondida pelo convidado diretamente do Teatro Cetip. Divulgaremos a resposta na quinta, em nossos canais digitais.

Graduado pela Faculdade Amherst e doutor pelo MIT, lecionou em renomadas universidades, dentre elas Yale, Harvard e Stanford. O economista foi eleito uma das pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, em 2011. Atualmente, é professor de economia, administração de empresas e negócios internacionais na Universidade de Columbia em Nova York.

Com Bruce Greenwald, criou a Economia da Informação, campo interdisciplinar entre economia, ciência da informação e comunicação que trata a informação como bem de produção necessário às atividades do sistema capitalista pós-industrial. A Economia da Informação assumiu uma grande importância após a publicação dos trabalhos seminais de Greenwald e Stiglitz, que a tornaram uma subdisciplina da economia.

Stiglitz é pioneiro nos conceitos de risco moral, que se refere à possibilidade de que um agente econômico mude seu comportamento de acordo com os diferentes contextos nos quais ocorre uma transação econômica; e de seleção adversa, fenômeno de informação no qual os compradores “selecionam" de maneira incorreta determinados bens e serviços no mercado. Os dois conceitos são utilizados por teóricos e analistas políticos de todo o mundo.

Seus estudos se concentram em finanças públicas, crescimento, distribuição de renda e teorias sobre mercados e eficiências das economias capitalistas. É defensor da nacionalização dos bancos norte-americanos e sinaliza para os riscos da globalização econômica. Com seu trabalho, Joseph Stiglitz busca explicar os contextos em que os mercados não funcionam e apontar como a intervenção seletiva do governo poderia aprimorar suas performances.


http://www.fronteiras.com/ativemanager/uploads/arquivos/produtos_culturais/32ec3f1cd2bc72227bb67dcbfedf6f54.pdfAcesse também o libreto preparatório para a conferência com Joseph Stiglitz e saiba mais sobre o economista. Acesse os links sugeridos para entrevistas e vídeos e leia os artigos As políticas da estupidez econômica e Um conto de moralidade grego, ambos escritos por Stiglitz.