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Pergunta Braskem: Richard Sennett e Saskia Sassen

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Saskia Sassen e Richard Sennett (foto: Mike Wolff/Der Tagesspiegel)
Saskia Sassen e Richard Sennett (foto: Mike Wolff/Der Tagesspiegel)

Nascido em Chicago, o norte-americano Richard Sennett é considerado um dos maiores intelectuais em sociologia urbana na atualidade. Seu trabalho une sociologia, história, antropologia e psicologia social. Aluno da filósofa alemã Hannah Arendt e com influências do filósofo francês Michel Foucault, seus estudos analisam a vida dos trabalhadores no meio urbano e questões ligadas à arquitetura das cidades.

Nascida em Haia, nos Países Baixos, Saskia Sassen é referência na área da sociologia urbana por suas análises sobre os fenômenos da globalização, da migração urbana e do impacto das tecnologias de comunicação nas formas de governo. O termo “cidades globais", criado por Peter Hall em 1966, foi popularizado a partir das pesquisas de Sassen.

Sennett e Sassen são os conferencistas do Fronteiras do Pensamento desta próxima semana. Através da iniciativa Pergunta Braskem, levaremos a eles as perguntas dos seguidores do Fronteiras nos canais digitais.

Envie sua questão ao casal de qualquer parte do Brasil para o e-mail digital@fronteiras.com até a manhã de quarta-feira (26). Uma pergunta será selecionada e respondida diretamente do palco do Fronteiras São Paulo. A resposta será divulgada na quinta-feira (27), nos canais digitais do Fronteiras do Pensamento.

Saskia Sassen se especializou em sociologia urbana na Universidade de Chicago, em 1980, sob o tema do declínio das nações-estado e o crescimento das redes de cidades. A partir disso, tornou-se reconhecida autora no campo da sociologia urbana, estudando os impactos da globalização.

Richard Sennett é graduado pela Universidade de Yale e com Ph.D. em História da Civilização Americana pela Universidade de Harvard. Em seu trabalho, explora como indivíduos e grupos dão sentido social e cultural às cidades em que vivem e ao trabalho que executam.

Sassen entende que as “cidades globais" estão mudando a geografia do poder, com a intensificação das transações entre elas, e que, ao mesmo tempo, devem ser foco de estudos, pois são também o local onde minorias e vulneráveis encontram espaço para os seus projetos de vida. De acordo com ela, é preciso entender como as pessoas que são expulsas do interior, ou de pequenas cidades encontram, na cidade global, o lugar que lhes resta para viver, mesmo que dormindo nas ruas.

Sennett reflete sobre como os sujeitos podem se tornar intérpretes competentes da própria existência, mesmo diante dos obstáculos que a sociedade oferece. Para ele, pensamento e sentimento estão contidos no processo de fazer, transformando em falsa a divisão entre o “homem que faz" e o “homem que pensa". Em reconhecimento aos seus estudos, recebeu os prêmios Hegel e Spinoza, e o doutorado honorário pela Universidade de Cambridge, entre outros.

Sennett e Sassen se conheceram em meados de 1970, quando ela assistiu à palestra do sociólogo com Michel Foucault no New York Institute for the Humanities, fundado pelo norte-americano. Saskia Sassen, então membro do instituto, foi convidada para um jantar na casa de Sennett e afirma ter ficado mais impressionada ainda com a capacidade do marido de cozinhar, um hobby que o sociólogo cultiva. Casados desde 1987, a parceria de décadas só não acontece na cozinha. Do primeiro jantar até hoje, brinca Sennett, fazer supermercado, cozinhar e lavar a louça são tarefas exclusivas dele.

Felizmente, a união do casal no pensamento é inabalável.
Juntos, Richard Sennett e Saskia Sassen sobem ao palco do Fronteiras do Pensamento na próxima semana. Em Porto Alegre, o casal estará no Salão de Atos da UFRGS na segunda-feira (24), às 19h45. Em São Paulo, no Teatro Cetip – Complexo Ohtake Cultural, na quarta-feira (26), às 20h30. Os pacotes de ingressos para a temporada 2015 do Fronteiras do Pensamento estão esgotados.

Acesse os libretos preparatórios para a conferência
com os sociólogos e conheça mais sobre a vida e a
obra de cada convidado. Ainda, leia os artigos De quem
é a cidade
, de Sassen, e A cidade aberta, de Sennett.