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Catherine Millet
Direitos humanos e a ditadura da percepção

Como a justiça tem lidado com casos em que o crime se dá sob aspectos subjetivos – em que o ato da violência não está descrito na lei, mas é sim uma percepção da vítima? Como a legislação deve ser aplicada nestes casos ou será que isso abre margem para o que Catherine Millet chama de “ditadura da percepção”, uma sociedade em que as mídias tradicionais e as sociais condenam réus a partir da opinião pública?

Millet explica que criar leis e julgar a partir da percepção das vítimas é muito difícil e traz um caso real bastante peculiar para ilustrar seu argumento: “não estamos mais em uma situação de Direito, que garante boas relações em uma sociedade impondo as mesmas leis a todos os indivíduos, mas em uma situação inversa, em que, a partir do que é percebido por alguns indivíduos, deseja-se regulamentar o comportamento de todos”.

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Catherine Millet é uma crítica de arte, fundadora e diretora da Art Press, publicação que se tornou uma das grandes referências editoriais no cenário artístico francês e internacional. Em 2001, tornou-se mundialmente reconhecida ao lançar o polêmico “A vida sexual de Catherine M.”, livro que vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares e foi publicado em 45 países.

Em 2018, foi coautora do Manifesto das Mulheres Francesas, contra a campanha #MeToo. Assinado por cem personalidades da cultura francesa e liderado por Catherine Deneuve, o documento defende “a liberdade de importunar”, que seria, segundo elas, indispensável para assegurar a herança da revolução sexual.

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