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Catherine Millet

Crítica de arte e escritora

Millet é uma crítica de arte respeitada na França e na Europa. É fundadora e diretora da Art Press, publicação criada em 1972 e que se tornou uma das grandes referências editoriais no cenário artístico francês e internacional. Sem estudos e vinda de uma família de origem pequeno-burguesa, ela é autora de livros sobre arte contemporânea e especialista nas obras do pintor espanhol Salvador Dalí e do artista plástico francês Yves Klein.

Em 2001, tornou-se mundialmente reconhecida ao lançar o polêmico A vida sexual de Catherine M. No livro, que vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares e foi publicado em 45 países, ela apresenta uma abordagem neutra sobre a existência de seu corpo físico – cujo prazer pode estar dissociado dos sentimentos – e de um corpo amoroso, que ela reservou apenas para o marido, o escritor francês Jacques Henric.

Também é autora de A outra vida de Catherine M, no qual revela seu ciúme e as armadilhas do casamento aberto. Em janeiro de 2018, foi uma das cinco mulheres coautoras do manifesto publicado no jornal Le Monde contra a campanha #MeToo, a respeito da violência sexual exercida contra mulheres. Assinado por cem personalidades da cultura francesa e liderado por Catherine Deneuve, o ato defende “a liberdade de importunar”, que seria, segundo eles, indispensável para assegurar a herança da revolução sexual. 

Catherine Millet foi curadora da seção francesa da Bienal de São Paulo, em 1989, e, em 1995, curadora do pavilhão francês da Bienal de Veneza. Recebeu, em 2016, o Prêmio François Morellet. Ela acredita que todas as pessoas são repletas de contradições e que isso evita que nos tornemos personagens monolíticos ou estereotipados.

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