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Alain Mabanckou lança novo romance no Brasil

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Romance íntimo, profundo, marcado por uma dolorosa melancolia, Black Bazar é a mais nova obra do escritor franco-congolês Alain Mabanckou. No livro lançado no Brasil pela editora Malê neste mês, o escritor convida você a conhecer a história de Fessologue. O narrador protagonista, que é abandonado pela companheira e pela filha, compra uma máquina de escrever e começa a registrar um diário dos sentimentos suscitados pela separação.



Vivendo em um apartamento simples, mas se vestindo com os melhores ternos, como um dândi africano, o narrador de Black Bazar segue o padrão estético da SAPE - Sociedade de Ambientadores e de Pessoas Elegantes, fundada na favela de Bacongo, na República Democrática do Congo, nos anos 1960, quando o país estava sob comando do ditador Mobutu Sese Seko e era ainda conhecido como Zaire. Os sapeurs usavam ternos de cores fortes e corte meticuloso, destoando do cenário de pobreza e representando uma ofensa ao governo da época.

A história é composta pelas paixões do personagem, e por elementos da formação de uma sociedade em um constante estado de elaboração sobre dois fatos históricos: a colonização francesa em países africanos e a migração de africanos para a França.

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Um dos mais fortes nomes da literatura francófona contemporânea, o escritor Alain Mabanckou é também jornalista, poeta e professor de literatura na Universidade da Califórnia. Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2020, Mabanckou também é autor de autor de “As cegonhas são imortais”, “Petit Piment”, “Luzes de Ponta-Negra” e o romance “Memórias de porco-espinho”, que lhe rendeu o Prêmio Renaudot.