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Margaret Atwood é entrevistada pela Folha de S. Paulo

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Não seria exagero dizer que Margaret Atwood, 81 anos, é uma das escritoras mais prestigiadas do nosso tempo e uma das intelectuais mais ouvidas. As premiações em razão dos seus trabalhos são uma constante em sua história de meio século de publicações através de cerca de 60 livros. Nos últimos anos, a influência de sua obra tem ultrapassado os espaços reservados à arte. Suas ideias têm sido alçadas às arenas política e social.   

A escritora canadense é uma das oito conferencistas da Temporada 2021 do Fronteiras do Pensamento. Conheça biografia, assista à conferência de Atwood e tenha acesso a conteúdos exclusivos de onde e quando quiser.   

No dia 20 de setembro, o Jornal Folha de S.Paulo publicou uma entrevista exclusiva que realizou com Margaret Atwood sobre a conferência no Fronteiras do Pensamento que será lançada no dia 27 de outubro. A conversa que deu origem à matéria foi publicada no canal do YouTube da Folha. 

Durante uma conversa de 40 minutos, Atwood revelou curiosidades de sua publicação literária, fez comentários a críticas que recebeu e respondeu a questões que ainda se fazem necessárias referentes a um de seus maiores sucessos: O Conto da Aia.   

“Quando você escreve um romance do ponto de vista de uma única pessoa, pode apenas incluir na narração o que essa pessoa poderia saber. Em Gilead, as mulheres não podiam ler livros, jornais ou revistas, a televisão era controlada. Onde [Offred, a protagonista] conseguiria essa informação? Isso era um problema geral para mim no livro. O que ela saberia?”, respondeu a escritora em determinado momento da conversa com o repórter da Folha de S.Paulo. 


No site fronteiras.com, é possível compreender mais sobre suas ideias a partir do artigo “De filme esquecido a série de sucesso, a escalada O Conto da Aia ao topo da cultura pop”.         

O cenário político e social também não ficou de fora do olhar da escritora. Nos últimos anos, seu posicionamento diante de temas do dia a dia tem gerado mais atenção até do que os insights de sua obra provoca acerca do futuro. 

“Há dois polos opostos em nossos desejos. Um deles é ter ordem, para saber quais são as regras, de outro modo é só caos. Se há muito caos, qualquer um que diga que consegue resolver tudo, “é só fazer o que eu mando”, vai ter um certo número de seguidores. As pessoas não conseguem viver em caos contínuo”, afirmou Atwood durante sua entrevista. 

A entrevista de Margaret Atwood para o jornal Folha de São Paulo está disponível para assinantes do jornal.